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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
“Não vou aceitar nem mais uma ofensa”, diz Maduro para Obama
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, apelou na última segunda-feira (23) ao presidente norte-americano, Barack Obama, para que acabe com as sanções a funcionários de Caracas. Ele acrescentou que não aceitará “nem mais uma ofensa” de Washington contra os venezuelanos.
“Que cessem as sanções, as ameaças e as agressões contra a Venezuela. Não vou aceitar nem mais uma ofensa do imperialismo norte-americano”, disse.
Nicolás Maduro falou durante evento do Partido Socialista Unido da Venezuela, realizado no estado de Yaracuy, a 280 quilômetros a oeste de Caracas. Ele destacou, em seu discurso, que acabou o tempo do imperialismo.
Maduro reafirmou que a Venezuela quer ter melhores relações com Washington, mas que é “lamentável que o presidente Barack Obama se deixe levar por maus e falsos assessores, que o conduziram a um beco sem saída” nas relações com Caracas.
O presidente venezuelano voltou a acusar os Estados Unidos de apoiar uma conspiração contra o seu governo e pediu “apoio aos presidentes e povos do mundo, para as ações políticas e diplomáticas que a República tenha que tomar para defender a dignidade do país”.
“Não vou permitir que o governo dos Estados Unidos e a sua embaixada continuem a chamar militares, a comprar jornalistas, formadores de opinião, dirigentes. Não vou permitir [isso], quero as melhores relações de respeito com o governo dos Estados Unidos”, ressaltou.
Segundo Nicolás Maduro, se Barack Obama não se retratar com a Venezuela, será “tristemente” lembrado pelos povos da América Latina da mesma maneira que o ex-presidente norte-americano George Bush.
“[Quremos que ele] ordene o caos que tem na política com a Venezuela, tome as rédeas, imponha critérios de respeito pela República Bolivariana da Venezuela, porque o nosso povo não vai aceitar mais ingerência do seu governo, nem mais abusos da sua embaixada”, afirmou.
Em 2 de fevereiro, os Estados Unidos anunciaram novas sanções (suspensão de vistos) a antigos e atuais funcionários do governo venezuelano, alegando que eles são responsáveis ou cúmplices por violações dos direitos humanos na Venezuela.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
O capitalismo é um sistema político-econômico que teve início no final do século XVIII início do XIX, impulsionado pela Revolução Industrial ocorrida primeiramente na Inglaterra, França e Alemanha e posteriormente para diversos países do mundo. O capitalismo está vinculado ao comércio e ao consumo que produz o objetivo maior desse sistema, o lucro.
O sistema capitalista tem uma grande capacidade de geração de riquezas, embora seja de forma desigual, pois apenas uma restrita parcela da população mundial detém a maioria das mesmas.
Apesar das várias contribuições econômicas, tecnológicas, de conforto que o capitalismo proporcionou, esse também produz diversos aspectos negativos nas sociedades, desse modo os principais problemas provocados pelo sistema em questão são:
• Divergência entre capital e trabalho: processo derivado da luta pelos interesses da classe proletária que constantemente busca melhorias em diversos aspectos como aumento salarial, diminuição da jornada de trabalho, melhores condições de trabalho entre outras reivindicações trabalhistas, do outro lado estão os detentores dos capitais e dos meios de produção que exploram a mão de obra com objetivo de adquirir uma lucratividade maior e assim acumular mais capitais.
• Degradação ambiental: o sistema capitalista está ligado à produção em massa e o consumo na mesma proporção, com isso produz o lucro, para a obtenção de matéria-prima é preciso retirar da natureza diversos recursos. A exploração constante e desenfreada tem deixado um saldo de devastação profunda no meio-ambiente. Durante o último século o mundo passou por profundas evoluções e a natureza sempre foi usada nesse processo, porém sem planejamento a mesma já demonstra saturação e incapacidade de regenerar. Ultimamente a humanidade tem comprovado os reflexos, tais como aquecimento global, elevação dos oceanos, mudanças climáticas, escassez de água entre muitos outros.
• Intensificação das desigualdades sociais: a busca incessante por lucros faz com que haja uma grande exploração do trabalho por parte dos donos dos meios de produção, isso ocorre com mais intensidade por causa da falta de emprego, como existe uma grande oferta de trabalhadores os salários consequentemente são baixos, além da modernização da produção que retira um número muito elevado de postos de trabalho. A exploração da força de trabalho aumenta cada vez mais a disparidade econômica existente, pois concentra as riquezas nas mãos de poucas pessoas.
• A extinção dos valores humanos: o ponto máximo, o objetivo maior do capitalismo é o consumo e para isso uma série de artifícios é usada para que as pessoas aumentem gradativamente o seu consumo, muitas vezes sem necessidade, isso é fruto dos anúncios publicitários que influenciam as pessoas e essas até de forma inconsciente ingressam nesse processo articulado pelo sistema. É justamente nessa busca por adquirir bens materiais que os valores humanos são perdidos ou deixados de lado, pois o que as pessoas possuem torna-se mais importante do que o que elas realmente são, além disso, as relações humanas como amizade, solidariedade, companheirismo são ignoradas.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Albert Einstein defendia o Socialismo
O físico Albert Einstein, considerado um dos maiores gênios da humanidade, escreveu um artigo genial no ano de 1949, para a revista "Monthly Review".
Neste artigo, intitulado "Por que o Socialismo?", Albert Einstein demonstra o quanto a capitalismo é um sistema irracional que só tende a degradar o ser humano.
Após demonstrar a lógica desumana e estúpida do capitalismo, Albert Einstein chega a conclusão de que a verdadeira saída para a humanidade é o Socialismo, ou seja: uma economia controlada pelos trabalhadores e planificada (planejada) de forma científica e racional, de acordo com as necessidades da população, e não de acordo com a ganância por lucros de uma minoria de empresários ricos (como é no capitalismo).
Leia alguns trechos interessantes do artigo de Einstein:
- "A anarquia econômica da sociedade capitalista como existe atualmente é, na minha opinião, a verdadeira origem do mal"
- "A produção é feita para o lucro e não para o uso. (...) O trabalhador está constantemente com medo de perder o seu emprego. (...) O progresso tecnológico resulta frequentemente em mais desemprego e não no alívio do fardo da carga de trabalho para todos. O motivo lucro, em conjunto com a concorrência entre capitalistas, é responsável por uma instabilidade na acumulação e utilização do capital que conduz a recessões cada vez mais graves."
- "Estou convencido que só há uma forma de eliminar estes sérios males, nomeadamente através da constituição de uma economia socialista, acompanhada por um sistema educativo orientado para objetivos sociais. Nesta economia, os meios de produção são detidos pela própria sociedade e são utilizados de forma planejada. Uma economia planejada, que adeqüe a produção às necessidades da comunidade, distribuiria o trabalho a ser feito entre aqueles que podem trabalhar e garantiria o sustento a todos os homens, mulheres e crianças."
http://www.monthlyreview.org/
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Uma Breve homenagem ao EZLN.
O nome em espanhol para o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) é Ejército Zapatista de Liberación Nacional. Considerada uma organização composta por uma maioria indígena (de diversas etnias), o EZLN tem caráter político-militar e sua maneira de conseguir conquistar seus objetivos é a guerrilha terrestre. A inspiração ideológica da organização está baseada no marxismo e seu maior objetivo é "subverter a ordem para fazer a revolução socialista e criar uma sociedade mais justa".
No dia 1º de janeiro de 1994, em Chiapas (México), um levante de indígenas armados e encapuzados atacaram várias instituições municipais, o que criou instabilidade dentro do sistema político mexicano. Neste mesmo dia, o Tratado de Livre Comércio da América do Norte começava a vigorar. O EZLN, após o primeiro fracasso da revolução, iniciou um empreendimento que contava com atividades radicais de guerrilha radical de esquerda.
Hoje em dia o grupo se mantém com a ajuda de algumas comunidades organizadas de Chiapas e enfrenta a indiferença do governo do México. Outros fatores que dão sustentação ao EZLN são: turismo, população indígena local e apoio financeiro de grupos de guerrilha estrangeiros com ideais parecidos.
Uma das organizações que antecederam o EZLN foram as Forças de Libertação Nacional (FLN). Elas foram fundadas no dia seis de agosto de 1969 em Monterrey, ao norte do México. De acordo com o general Mario Arturo Acosta Chaparro, muitos destes grupos “haviam estabelecido suas zonas de operação nos estados de Veracruz, Puebla, Tabasco, Nuevo León e Chiapas” (trecho do informe “Movimentos Subversivos no México”).
Já em 1974, ocorreria um embate entre uma unidade do Exército Federal e os guerrilheiros das FLN, dentre os quais estava o coronel Acosta Chaparro, Carmen Ponce e Dení Prieto e María Gloria Benavides, alguns destes mortos e torturados pelo Exército.
Assim, ao final deste confronto no qual houve diversas baixas importantes para as FLN, sua capacidade de operação e organização foi prejudicada. Apenas em 1980, alguns dos militares que resistiram à repressão, fundaram o Exército Zapatista de Libertação Nacional.
Três anos depois, um grupo formado por mestiços e indígenas formou um exército e declarou guerra ao governo mexicano, como visto acima, no trecho que se refere ao combate de 1994.
Um dos apoiadores mais conhecidos do EZLN é o vocalista da banda ativista Rage Against the Machine, Zack de La Rocha, que em muitos shows e entrevistas exalta o grupo e até usa camisetas com a sigla “EZLN”.
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